Quinta-feira, Fevereiro 16, 2006

*Eu hoje sou bebé*

Pequeno Poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,não enlouquceu ninguém...

Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...

Sebastião da Gama

Domingo, Fevereiro 05, 2006

*Desabafo*

"Ainda me fazes pensar, quase achar, que te amo
Quase achar que o destino se enganou no caminho
(...)
Ainda me fazes pensar, quase achar que te amo
O teu mundo é como eu
O teu mundo é como eu
O teu mundo é só teu...e meu"
O Teu Mundo - Toranja

Não sei porquê, mas hoje deu-me um aperto no coração quando ouvi alguém na rua chamar o teu nome. Ecoou dentro de mim e estremeci de saudades e amor. O tempo passa, a distância aumenta mas o sentimento não muda. O meu mundo continuas a ser tu. Não vale a pena negar. Foste, és, serás.

Já lá vão quase oito meses... oito meses é tanto tempo. E continuo a pensar em ti, em nós. Num "nós" que poderia ter sido e não foi porque não tinha ser. Medo? Talvez. Mas prefiro pensar que o destino quis assim.

Não sei porquê mas hoje pensei em ti. Não houve um dia nestes oito meses que não me lembrasse de ti, que não me apercebesse de como me fazes falta. E de cada vez que penso em ti, sei que tenho que dizer adeus mas não consigo. Então digo só até breve. Até sempre... porque te amo!
"You touched my heart you touched my soul.
You changed my life and all my goals.
And love is blind and that I knew when,
My heart was blinded by you.
Goodbye my lover.
Goodbye my friend.
You have been the one.
You have been the one for me.
I am a dreamer but when I wake,
You can't break my spirit - it's my dreams you take.
And as you move on, remember me,
Remember us and all we used to be"
Goodbye My Lover - James Blunt
*Como é que se mata um sentimento que não morre?*

Quarta-feira, Janeiro 25, 2006

*Dois anos depois... Miki Fehèr*


O dia 25 de Janeiro é mais um dia de trabalho na preparação para o derby do próximo sábado, mas também tempo de recordar um companheiro que partiu à dois anos atrás.

Mal chegaram ao campo principal do complexo desportivo do Jamor, jogadores, equipa técnica e funcionários do clube reuniram-se no centro do relvado, e após Simão e Koeman terem proferido algumas palavras, cumpriram um minuto de silêncio, assim homenageando o eterno colega Miki Feher.

No final, os adeptos presentes responderam com um muito sentido aplauso. Mais logo, por volta das 19 horas, o presidente Luis Filipe Vieira irá depositar uma coroa de flores junto ao busto de Feher, no Estádio da Luz, e pelas 19.30 realizar-se-à, na Igreja da Luz, uma missa em memória do jogador.

Dois anos já passaram, mas nunca passará a saudade nos corações dos benfiquistas.

29 para sempre!
Por Isabel Cutileiro, em www.sl-benfica.com

Domingo, Janeiro 22, 2006

*Sou Livre*

Como a inspiração não abunda aqui por estes lados, decidi recuperar um texto que tinha no meu antigo blog.
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Hoje apetece-me voar.
Hoje sinto-me cansada de ti. Farta de ti. Farta de tudo.

Apetece-me pairar no ar ao som desta música que aqui toca. Fecho os olhos e abro os braços e sinto o ar a bater na minha cara e sou livre!

Apetece-me sorrir.
A liberdade faz-me feliz.
Não sei viver sem a minha liberdade, e às vezes até a mim me custa entender como me prendi assim a ti.
Continuo a pairar ao som destas notas tão minhas. Passo por entre as nuvens mágicas, que me fazem sentir tão leve e tão livre.
O vento frio faz o meu cabelo encaracolado esvoaçar e faz-me cócegas nas costas e eu rio, rio, rio como uma criança feliz. Rio porque sou livre. Rio porque me sinto feliz e porque me apetece rir.
Porque eu sou livre, livre de ideais extremistas, de preconceitos, de racismo. Hoje sinto-me livre porque hoje me apetece pôr cá para fora a criança que vive dentro de mim e rir, rir, rir livremente sem sentir vergonha que olhem para mim.

Hoje estou farta de ti. Amanhã posso já não estar. Mas hoje estou.

O vento guiou-me para uma praia deserta. O sol reflecte-se no mar e eu sorrio. E grito. Grito. GRITO. E depois deito-me na areia e abro os braços. Abraço o Universo e sinto-me bem, calma, contente, livre. Sinto que posso ter um bocadinho de tudo e de todos.

Começo a caminhar pela beira-mar e vou deixando pegadas que as ondas mais atrevidas vêm apagar. Se calhar elas têm razão. Há passados ou presentes da minha vida que devia tentar apagar. Mas sei que ainda não consigo.
Ainda não.
Mas um coisa tenho a certeza:
Sou livre e a minha liberdade tu nunca vais ter!

Domingo, Dezembro 11, 2005

*I wish...*


Here is my essay for the English class...

It is Christmas time. Not only do I like to see the streets garnished with dazzling lights, in the shape of Santa Claus or stars, I also like the magic spirit that comes alongside this season. I see Christmas as a time where everybody should go over the year that is now finishing and think about their faults and actions, to see where they can improve their behaviour and perform good deeds.
However, nowadays people seem to be forgetting what Christmas really means: to give without wanting something in return; to spend quality time with our family and with the ones we love and who love us; to help those who are in need and do not have a chance to have a cup of soup or even a blanket.
I just wish that the common citizen knew that we have to help the poor people or the homeless people and actually help them.
There are so many children that only need a piece of bread or even a toy. In fact, they just need a bit of love and care. It is so sad when we see little children begging, but is even sadder when we realize that their parents use them to have money for drugs and not to feed their family. Sometimes, I wish I could grab those poor children and take them away from those mean people, who could not care less about them. I wish I could give them a haven, a place where they felt safe and loved and where they could live their childhood the way I did: with joy and happiness, with comfort and love.
It is in our hands to change this reality and make our wishes come true. We have to bear in mind that our problems sometimes are nothing compared to the ones from those who surround us. We have a home. We have a family. We have love. They have nothing.

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

*E ninguém pára o Benfica...*


Ontem foi uma daquelas noites em que parece que o coração me salta do peito com tanto nervosismo. Eu cá continuo a dizer que isto de ser benfiquista tem muito que se lhe diga... só pelo que sofremos, já mereciamos um lugar no céu...

Mas enfim...

O mais importante é que, mais uma vez, o meu coração lá sobreviveu e no final daquele jogo doido, que colocou o Benfica nos oitavos-de-final da Champions, ele parecia que queria saltar do meu peito mas devido a toda a alegria e felicidade que eu estava sentir.

Mas depois também penso...

Porque é que não jogamos sempre como ontem? Porque é que só jogamos assim, com tanta garra e dedicação, quando temos os calos apertados? É óbvio que vencer assim o Manchester, no último jogo do grupo e ainda por cima deixá-los fora das competições europeias, soube muito bem. Mas bolas! já podíamos ter a eliminatória resolvida há muito tempo!

Mas soube bem...

O pior da noite foi a atitude estúpida do Cristiano Ronaldo. E não me venham cá dizer que ele é novo. Ser novo não justifica aquilo que ele fez... Queria ser recebido com aplausos e gritinhos de miúdas fanáticas? Não aguentou a pressão de ser assobiado num inferno de 60 mil pessoas? O mau perder é uma coisa muito feia, mas mais feio foi a forma como CR o demonstrou... Tenho pena é que este tipo de coisas não entrem nos critérios de selecção do Sr. Scolari... Porque ser jogador de futebol, ainda para mais com toda a visibilidade e popularidade que CR tem, não é só fazer fintas e receber 'olés'...

*Recomeço*

Depois de já algum tempo afastada deste mundo dos blogs, já sentia saudades de 'postar', de escrever coisas bonitas, de falar de sonhos e sentimentos... de escrever, apenas escrever, fazer as palavras fluir ao som dos meus devaneios.
E então decidi recomeçar,
criar um novo blog
escrever o primeiro post.
E aqui estou... cheia de vontade de começar de novo, começar do zero.
Aqui estão textos antigos, que fizeram já tanto sentido. Uns já não fazem mais, outros nunca deixarão de fazer. Mas são antigos, de outra altura em que os sentimentos eram diferentes e o coração batia mais desenfreado.
O que importa é o agora e o aqui, por isso vos deixo com os meus *Doces Encantos*